Consulta Psicoespiritual (Taroterápico)

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

OS 4 ELEMENTOS E OS PONTOS CARDEAIS – A ORIGEM

No decorrer no meu caminho espiritual, fui iniciada em várias Egrégoras, Umbanda, Wicca, Xamanismo, Tantra e Kriya Yoga, entre os vários ensinamentos das passagens Wicca e Xamanismo, é fundamental aprendermos como funciona os quatro elementos e as quatro direções cardeais, todos os altares para as divindades feitos nas duas egrégoras são baseadas nos elementais e nas direções sagradas, há varias divergências informativas em relação aos Hemisférios Norte e Sul e por este motivo pesquisei muito a esse respeito e a explicação mais coerente vou compartilhar com vocês.

"OS 4 ELEMENTOS E OS PONTOS CARDEAIS – A ORIGEM
Então como houve essa relação?
NORTE – TERRA
SUL – FOGO
LESTE – AR
OESTE – ÁGUA
Isto é muito antigo, mas não primitivo. Num dado momento da história, o Velho Mundo, que é o Hemisfério Norte, mais exatamente na antiga EURÁSIA, que depois foi dividida geograficamente em EUROPA E ÁSIA, o Homem peregrinava e era nômade. Com o tempo, se tornou sedentário e se estabeleceu em determinadas regiões. Através dos eventos da Natureza, o Homem (e quando falar Homem aqui, eu estou falando da raça humana, ou seja, compreende Mulher também) passou a se situar e a entender os pontos cardeais, sempre como base onde está o Norte. A Bússola é um instrumento antigo e havia outras formas de saber onde estava o Norte.

Nesta época, o Homem convivia com os elementos e com os elementais de forma muito próxima. E claro, convivia e lidava com os seres destes elementos. Mas precisava de uma forma “formal” para se dirigir a eles. Até porque, vários outros espíritos se conectavam com o Homem através dos elementos. Passou a se ter o entendimento de que, através dos elementos, se tinha acesso desde Anjos a Demônios. Tanto, que cada elemento, carrega várias espécies espirituais.
Geograficamente, o Homem estava nessa região do Planeta, no centro da EURÁSIA. Quanto mais ele ia para o NORTE, mais frio ficava e mais Terra havia, assim como mais montanhas. Logo, associou o NORTE com a TERRA e assim se reportava a estes seres deste elemento, se voltando ao Norte. Na Linhagem Nórdica (que compreende os países escandinavos, Alemanha e parte da Grã-Bretanha) se tinha NILFHEIM, Mundo do Gelo e que também compreendia parte do mundo dos Mortos para as pessoas “comuns”.
Quando o Homem caminhava para o SUL, ficava mais quente, pois se aproximava da linha do EQUADOR e se sabia que iria até o Norte da África, onde era muito quente, logo, associou o SUL com o FOGO. Na Linhagem Nórdica, se tinha MUSPELLHEIM, Mundo dos Gigantes do Fogo.
Quando o Homem caminhava para o LESTE, se aproximava dos imensos desertos do Oriente Médio, onde se ventava muito. Ao contrário do NORTE / FRIO e SUL / CALOR, no LESTE fazia ambas temperaturas nos desertos. Logo, associou o LESTE com o AR. Na linha Nórdica, era JÖTUNHEIM, Gigantes também do Gelo, mas que se dispersavam com o Vento.
Finalmente, quando o Homem ia para o OESTE, ele saía no OCEANO ATLÂNTICO, o maior Oceano descoberto e conhecido até então, muito maior que o Mediterrâneo e o Índico. Ainda não tinha descoberto as Américas, não sabia que o Mundo Novo existia, embora claro, o continente Americano existia e tinha suas civilizações pré-colombianas como os ASTECAS, MAIAS, INCAS, etc. Tanto que estas civilizações não seguiam essa regra. Então, como no Oeste só tinha ÁGUA, relacionou o OESTE com a ÁGUA, que também tinha suas variações de temperatura.
Mas NÓS QUE ESTAMOS NO HEMISFÉRIO SUL? Pois aqui é o contrário. Quanto mais ao Norte, mais quente, quanto mais ao Sul, mais frio. O Oceano está no Leste, e os ventos e frentes frias veem do Oeste. Como há mais população e mais continentes no Hemisfério Norte, e este sistema é muito antigo, podemos segui-lo. Pois, todos os espíritos, já se acostumaram a se conectar conosco através deste sistema, desde os Pequenos, até os grandes."
Fonte: site Conselhos Ciganos 

Todas as ritualísticas são manifestações da comunicação terrena com o grande espirito, com o divino e os espíritos auxiliadores que são chamados em todas as direções.

Anahata


sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

VAZIO INTERIOR... O MAL DO SÉCULO?

"Ao trabalhar com a "cura", temos a tendência de atrair pessoas em conflitos internos, que não compreendem esse vazio e tendem a culpar o outro pela própria insatisfação, e muitas vezes esse outro é você mesmo. Mas de onde vem esse vazio? Há tantas explicações para isso, tantos focos de origem encrustados em nosso inconsciente que é mais fácil falarmos em como resolve-los. A resposta esta em autoconhecimento. Já se perguntou para que serve a Terapia? Por que pagar uma pessoa para ficar te ouvindo e apenas ela te fazer algumas perguntas que você não consegue responder? Já parou pra pensar por que o psicologo te faz essas perguntas? A resposta é simples, para sua própria reflexão. Ninguém vai te curar, o único que pode fazer isso é você mesmo. A cura esta em você, as respostas estão dentro de você, e para isso é preciso querer, não adianta tentarmos ajudar as pessoas se elas não querem enxergar suas sombras, suas imperfeições, seus conflitos. Se você acha que esta bem "resolvido", então reflita nos três fatores que limitam e impedem o desenvolvimento das pessoas: a culpa, o medo e a raiva. Você sente algum desses fatores? Seja sincero com você mesmo. Esses fatores comando suas ações diariamente. Você se "autoboicota" diariamente. A culpa nos leva a acreditarmos que não somos merecedores da felicidade plena (felicidade que também esta dentro de você e não no outro), da prosperidade, de pessoas que nos amem e nos respeitem. O medo nos faz recusar oportunidades na vida, como por exemplo o de fazer uma viagem, de deixar um emprego para se aventurar numa nova profissão, ou simplesmente medo de amar, talvez o medo seja o maior dos limitantes. Por fim, a raiva, esse se resolve com o perdão, perdoar o outro e principalmente a si mesmo. Ninguém é perfeito, e é bom que não seja, aí esta a beleza de viver, se descobrir diariamente. E o segredo para resolver todos os limitantes é a aceitação, não lute contra a sombra, conheça-a, aceite-a, não negue o medo, compreenda-o e aceite-o, não recuse a raiva, sinta-a intensamente e aceite-a, não ignore a culpa, entenda-a e aceite-a. Se autoconhecer é se entender, entender quais seus conflitos, seus limites, suas perfeitas imperfeições e por que elas acontecem. Um bom exercício é se imaginar como ser humano antes de tudo isso fazer parte de você, se imaginar quando criança, quando era espontânea, quando não tinha medo de falar "Eu te amo", quando ao sentir vontade de chorar, chorava, berrava! Então berre agora, chore, ame, fale tudo que esta dentro de você, expulse sua raiva, perdoe sua culpa, admita suas emoções e não tenha medo de fazer nada disso, seja criança novamente, alimente sua criança interior todos os dias. A vida é muito curta para continuarmos numa vida ilusória, de aparência, de pré ocupações, de pré conceitos, a vida é muito curta para o vazio. Preencha-a com tudo que te traz alegria, que te dá prazer, preencha-a principalmente com amor, amor por você."

Anahata

Magia Sexual

Continuando a pesquisa na saga "Magia Sexual", e dando continuidade ao assunto anterior, vamos falar agora sobre o texto de Aleister Crowley no capítulo 'Emblemas e Modos de Uso' do seu famoso Livro 4.
"Muito é dito na literatura oculta thelemita sobre Kalas, as secreções do corpo que podem ser usadas para fins mágico, mas isso é quase sempre feito por meio de alegorias e metáforas, mesmo entre ousados thelemitas. Como se tivessemos algo a esconder. Para algumas organizações isso é tido como um segredo que deve ser escondido a qualquer custo. Mas se um segredo fosse, exatamente secreto, correria na direção oposta de tudo o que o vivemos hoje. O segredo é, no fim das contas, algo comum, que não damos valor e que, pode conter em si o poder de alterar a própria realidade, de modo assustador até. É algo que está lá, mas ninguém quer vê..."
"Os textos do Crowley visavam tanto a preservação e o entendimento destes conceitos de acordo com a capacidade pessoal do seu leitor. Mas nem todos tem a mesma visão – Os segredos, repito, sempre foram abertos, só não percebidos. Mega Therion ensina por meios de símbolos alquímicos que "o ovo, é a cópula entre os dois sexos, entre a Águia e o Leão, Mulher e Homem." neste texto em vez de teorizarmos sobre os mecanismos ocultos por trás disso, vamos nos limitar a parte pratica de operações sexuais, deixando as os mecanismos metafísicos para autores com mais tempo para a arte dos malabares.
O Estado Mental
A melhor ponte pra qualquer operação sexual é uma mente calma e um corpo energizado. Praticas de pranayama fazem milagres acalmando até tempestades violentas que um cérebro pode ter, por vezes, uma substituição por métodos de vampirismo pode ser empregado por quem domina a técnica. No fim das contas, os dois métodos são viáveis e não muito diferentes um do outro. O Adepto não deveria se perder em nomenclaturas na sua obra, mas sim focar-se em teu objetivo. Carregar seu centro sexual de energia vital, para que, a obra possa ser concretizada... A pratica constante leva o desrespeito das regras iniciais em qualquer tipo de operação mágica. Lúcifer toma as regras do céu, as burla para criar seu reino pessoal. Prometheus rouba o fogo dos deuses, ainda que pague seu preço ilumina e aquece a humanidade toda deste então. Crowley diz que os participantes devem "estar transbordantes de energia, magneticamente atraídos um pelo outro, transbordantes de energia, magneticamente atraídos um pelo outro" para dizer que devem estar com tesão.
O Casamento Alquímico
A Operação em si apesar de ser muito protegida com segredos por algumas organizações thelemitas, pode na verdade tomar a forma de uma cópula normal, sem preceitos, mantras, orações e afins. O Adepto pode, caso isso o agrade, santifica-la, tornando-a adornada em invocações que ache viáveis e correspondentes a seu objetivo. Os thelemitas usam as formas-deus de Nu e Hadit para operações de iluminação e de desenvolvimento pessoal e as formas Hórus e Babalon para trabalhos de feitiçaria com fins de Guerra, Vitória ou Amor. Alternativamente, pode-se dedicar a própria copula a algum Deus especifico e procurar repetir, invocando o nome dessa divindade durante toda a cópula. É uma pratica alternativa, não necessária. Porem, efetiva. Baphomet também é sempre presente em operações ligadas a fins materiais.
Independente disso, a cópula deveria ser a melhor possível, sem se preocupar com restrições e especialmente não caindo na armadilha do cerimonialismo. De fato "esquecer por completo o propósito da operação é um prenúncio de sucesso, na linguagem alquímica o "Leão deve estar enraivecido" Fazer com Verdadeira Vontade é a formula ideal. Se o adepto desejar, ele pode concentrar-se no objetivo da operação desde o inicio, mas isso não é de todo necessário. O objetivo é concentrar o fluido sexual, não é necessário santificar algo que por natureza já é intenso e prazeroso. Assim como não se pode blasfemar contra algo que não é divino tão pouco pode-se abençoar algo tão elevado como o sexo. Intensidade ou Amor é a chave para ambos, mas como sempre, amor sob Vontade.
O Fluido: A Taça transbordada
Após o coito feito de forma intensa, chega-se a hora realmente ritualística. Deve-se sugar os fluidos com a boca de modo evitar desperdiçar qualquer gota que seja. E então, despejá-los em uma taça. O homem deve fazer isso com a mulher e a mulher com o homem. A união dos dois fluidos, junto com a saliva, é que formarão a chamada Taça das Abominações, a Pedra Filosofal, Medicina dos Metais. O adepto nessa hora, deve olhar para a taça com os fluidos e mentalizar fortemente, imprimindo no fluido gerado sua vontade. A postura mental nesta parte da operação é mais importante do que na anterior, como diz Crowley, "Ovo, mal cuidado, pode adquirir uma Serpente venenosa, de elementos hostis e malignos."
A mente do Macho e da Fêmea devem estar em absoluta harmonia quanto ao propósito da operação. Não fosse assim, haveria um conflito interno entre as partes e o todo a operação seria um fracasso, ou no pior dos casos contrária ao desejado. Se um matrimônio perfeito não é possível (e de fato é muito raro) é mais indicado que apenas um dos lados saiba o que esta acontecendo e o outro busque um estado mental de nulidade. Quem quer que imprima sua vontade é a Serpente. A operação lida com polaridades, mas não é necessariamente uma questão de gênero, sabe-se que Crowley se dedicou a ela passiva mente (como Águia) e ativamente (como Leão), mas em todos os casos era a Serpente. Independente do que dizem a respeito de sexualidade ligar a aspectos Sephiróticos/Qliphóticos, aos quais, os resultados práticos contradizem o medo. A concentração sobre o objetivo, sobre essa energia materializada, é a chave da operação e o ato simbólico é a porta sendo aberta.
Para fortalecer o "chocar do ovo", ou seja, a ligação com o objeto final um ato simbólico especifico pode ser criado. Isso pode ser feito colocando fios de cabelo do alvo, no caso de uma operação de cura, amor ou destruição. Ou colocar emblema de uma loja e uma moeda de ouro para a prosperidade do lugar. Para operações de prosperidade pode-se mergulhar uma moeda de ouro e para batalhas uma arma pode ser besuntada.
O Sacramento
Seja o uso como for, e especialmente para fins de cura e energização pessoal, faz-se beber da Taça. O Fluido da Imortalidade pode trazer rejuvenescimento segundo as lendas tradicionais e o uso adequado deveria ser feito por, pessoas mental/fisicamente saudáveis. A magia é, no fim das contas, Gerar aquilo que se é, se multiplicar, por assim dizer. Precisa-se de Amor, para gerar Amor, Guerra interna pra gerar Externa. Este é o motivo dos alquimistas dizerem que "Para fazer outro é preciso ter ouro."
O fluido em questão pode ser entregue á Forças, para que estas trabalhem pela tua vontade. São métodos alternativos de trabalho, que não desvinculam o propósito da mesma. É interessante dedicar toda a operação á um fim especifico, porem resultados interessantes podem ser obtidos, dedicando a energia do coito pra um propósito, e os fluidos para o outro. Aqui temos uma questão que só pode ser esclarecida pela experimentação pessoal."
site: Morte Súbita Inc. Conhecimentos Proibidos ao Alcance de Todos.

Anahata

"Tantra da Mão Esquerda e o Culto da Serpente de Fogo

Os sistemas originais de Tantra se basearam nos Cultos Draconianos ou Tifonianos do antigo Egito, conforme se pode deduzir dos resíduos de muitos termos egípcios em textos tântricos, particularmente nos da Índia. Por exemplo, shakti, que significa 'poder', o conceito central do Tantra, já era conhecido no Egito eras antes sob o nome de Sekht ou Sekhmet, a consorte dos deuses. Ela tipificava o calor ígneo do sol do hemisfério sul que tinha seu correspondente biológico no calor sexual da leoa, um símbolo de origem africana. Pasht, em Sânscrito, significa 'animal', e no Tantra a palavra Pashu se relaciona especialmente aos modos bestiais de congresso sexual, isto é, congresso sexual não sacralizado pela tradição ortodoxa. Da mesma forma, a palavra correspondente a Pashu existia no Egito como Pasht ou Bâst, a deusa felina que agia como uma gata e que, em eras posteriores, cedeu seu nome aos bast-ardos que, originalmente, eram aquelas crianças nascidas de mães que as criavam sozinhas, numa época em que o papel do macho no processo da procriação era desconhecido ou em que a paternidade individual não era reconhecida.
No Tantra, as paixões animalescas eram tipificadas pelo pashu, isto é, alguém que desprezava os rituais tântricos na utilização das energias sexuais. Igualmente, o deus On no Egito representava o Sol e este nome foi perpetuado na religião Védica como Ong ou Om, a vibração primal do espírito criativo. Um outro exemplo interessante é o nome da deusa Sesheta, que representava o período menstrual feminino; no Hinduísmo, Sesha é a serpente de mil cabeças, bem como também é um nome tântrico para a vibração lunar ou 'serpente da escuridão' que se manifesta periòdicamente nas mulheres. Estes exemplos da origem egípcia dos conceitos tântricos são quase infinitos.
Os cultos Ofídicos (relativos à serpente) da África foram depurados de seu conteúdo tribal durante sua fusão com a Tradição Draconiana do Egito. Entretanto, é na Divisão das Kaulas do Vama Marg [Vama significa 'mulher'. Ela era tipificada pela lua, o néter, o fundo, ou inferno, em contraposição ao éter, o topo, o superior; a esquerda em contraste com a direita. Marg significa 'caminho'; daí o termo Vama Marg denotar o Caminho que envolve a utilização da mulher, a corrente lunar ou seus poderes infernais], ou Caminho da Mão Esquerda, que a forma mais perfeita desta tradição foi continuada na Índia e no Extremo Oriente. Desta divisão, a Chandrakala ou "Raio da Lua" manteve algumas das principais características dos cultos Ofídicos.
A aplicação dos processos Ofídicos ao corpo humano foi revelada em três níveis principais em que os segredos da magia sexual foram demonstrados com o uso das suvasinis ou 'mulheres de cheiro adocicado' que representavam a deusa primal e que formavam o Círculo da Kaula (o Círculo da Kala Suprema, Mahakala: a Chandrakala ou 'a Deusa do Raio da Lua').
De modo a transformar a energia sexual em energia mágica (ojas), a Serpente de Fogo (kundalini) adormecida na base da espinha é despertada. Ela então limpa a energia vital de tudo o que é negativo através da virtude purificadora de seu calor intenso. Assim, a função do sêmen no Tantra é construir o 'corpo de luz' (corpo astral), o corpo interior do ser humano. À medida em que o fluido vital se acumula nos testículos, ele é consumido pelo calor da Serpente de Fogo e os vapores voláteis ou 'perfumes' deste sêmen fortalecem o corpo interior.
O culto à shakti significa, de fato, o exercício da Serpente de Fogo, que não apenas fortifica o corpo de luz mas gradualmente queima todas as impurezas do corpo físico e o rejuvenesce. Quando o poder desperto da Serpente de Fogo chega ao plano da Lua, o fluxo de líquidos cérebro-espinais acalma os estados febris e remove todas as toxinas do corpo, refrigerando todo o sistema. Os adeptos do Tantra têm utilizado há muitos séculos vários métodos de elevação da Serpente de Fogo, e eles sabem, por exemplo, do valor mágico da urina e das essências vaginais que estão carregadas de vitalidade pois contêm as secreções das glândulas endócrinas. Estas práticas influenciam o sistema endócrino e estimulam os centros nervosos sutis ou chakras que formam uma ramificação dos centros de poder no corpo que agem como condutores das energias cósmicas.
Os Adeptos da Kaula, ao invés de dirigirem sua adoração à coroa da Deusa, preferem oferecê-la à vulva, onde está contida sua energia máxima, carregada de poder mágico.
As três gunas (os princípios sutis que equivalem aos elementos da Alquimia: Mercúrio, Enxôfre e Sal), Sattva, Rajas e Tamas se equivalem à suave e fresca ambrosia, ou vinho prateado da lua, ao vinho rubro dos fluidos ígneos de Rajas e às borras espessas do vinho vermelho, ou lava negra, de Qliphoth. No plano da Serpente de Fogo, Tamas, ou Noite, caracteriza Seu primeiro estágio: o caos negro da 'Noite do Tempo' e a 'Serpente do Lodo'. Quando a Serpente de Fogo desperta, Ela então derrama o pó vermelho, ou perfumes, associados ao Rajas. Este é o pó dos Pés da Mãe, que se manifesta no fluxo menstrual em seu segundo e terceiro dias. Finalmente, Ela atinge a pureza calma de sua essência lunar à medida em que chega ao cérebro, acima da zona de poder do visuddha (chakra da garganta). É nesta jornada de volta que Ela reúne estas essências num Supremo Elixir e o descarrega através do Olho Secreto da Sacerdotisa. A Lua Cheia, portanto, representa a Deusa 15, uma lunação, pois Ela é o símbolo do ponto de retorno, criando, assim, a 16a. kala ou Dígito do Supremo Elixir: a Parakala.
Rajas, Tamas e Sattva são representados na Tradição Oculta Ocidental pelos princípios alquímicos do Enxôfre, Sal e Mercúrio, assim revelando que a arte da Alquimia não tinha outra provável intenção além daquela que tem sido objeto da preocupação dos místicos e dos magos, isto é, a obtenção da consciência cósmica através dos Mistérios psicossexuais da Serpente de Fogo. Esta trindade, Rajas, Tamas e Sattva ou Enxôfre, Sal e Mercúrio, aparece no Tantra sob o nome de tribindu (três sementes; kamakala, literalmente, a flor ou essência do desejo). De acordo com o Varivasya Rahasya, estas três essências são conhecidas como shanti, shakti e shambhu, ou paz, poder e abundância, e elas fluem dos pés da Deusa. É por isto que o tribindu está situado, diagramàticamente, na trikona ou triângulo invertido (yoni ou vagina) que simboliza Kali. Sattva, Rajas e Tamas são, assim, as três gunas ou princípios representados um em cada vértice do triângulo pelas letras do alfabeto Sânscrito que contém as vibrações de seus poderes relevantes. Conforme orientação específica do Culto, uma ou outra guna é exaltada; na prática, a disposição das letras não faz muita diferença. É a coleta das essências dos pés da Deusa que deu seu nome ao Vama Marg ou Caminho da Mão Esquerda, pois, neste contexto, Vama significa tanto 'gerar' como 'botar para fora'. Os praticantes deste Caminho trabalham com as secreções que fluem da genitália feminina e não com a mera pronúncia das letras do alfabeto que, apesar de sua utilização mântrica para carregar e direcionar os fluidos, têm pouca ou nenhuma outra utilidade além desta.
De acordo com o Tantra, a Serpente de Fogo é em si o mantra criativo OM. A reverberação deste mantra, conforme ensinado no Culto da Kaula, alcança o poder enrodilhado na base da coluna vertebral e faz com que este se erga, inundando o corpo físico de luz. E, pela veneração tântrica da Serpente de Fogo através da vagina da mulher escolhida para representar a Deusa, a kundalini relampeja para cima e, finalmente, se une em êxtase ao seu Senhor Shiva no Local da Lótus de Mil Pétalas.
Kenneth Grant" (site Morte Subita Inc)

Anahata

CURIOSIDADES SOBRE AS INFLUENCIAS DO TANTRA NO OCULTISMO

Nas minhas pesquisas sobre o Tantra, especificamente sobre Ritual do Fogo, li uma matéria muito interessante sobre Kenneth Grant, então minha jornada de pesquisa se desviou para ele. 
Grant foi uma das figuras mais importantes do Ocultismo no século XX. Ele foi o responsável por unir as doutrinas do ocultismo ocidental, oriundas da magia da Aurora Dourada, com os ensinamentos menos conhecidos do Tantra. 
A Ordem Hermética da Aurora Dourada ou Ordem Hermética do Amanhecer Dourado foi uma sociedade secreta surgida na Inglaterra em 1888, que reunia várias vertentes do esoterismo, e cujas ramificações encontram-se ativas até os dias de hoje.
Entre 1955 e 1962, Grant comandou a Loja Nu-Isis da O.T.O. A Ordo Templi Orientis (O.T.O.) — Ordem do Templo do Leste, ou ainda Ordem dos Templários Orientais — é uma Ordem voltada ao engrandecimento do Ser Humano e à consagração de sua Liberdade, através do seu avanço em Luz, Sabedoria, Entendimento, Conhecimento e Poder.
Grant foi pupilo de Aleister Crowley, um escritor inglês e mago cerimonial que desenvolveu em 1900 a Lei de Thelema.
Thelema é uma religião ou filosofia baseada em um postulado filosófico de mesmo nome, adotado como princípio fundamental por algumas organizações ocultistas. A lei de Thelema é "Faze o que tu queres há de ser o todo da Lei. O amor é a lei, amor sob vontade."
O trabalho da Loja Nu-Isis (nome inspirado na Deusa Isis e sua outra face mãe Nut) misturava os conceitos tradicionais de Thelema, com elementos tântricos e comunicação com inteligências extraterrestres. Era uma mistura única, que deu origem a corrente Tifoniana.
A linha de trabalho da Loja Nu-Isis e da Ordem Tifoniana de Kenneth Grant era profundamente baseada na comunicação com inteligências não humanas. Grant acreditava que alguns artistas, como Lovecraft, recebiam inspiração extra-humana, mesmo que de forma inconsciente. Acreditava também que outros, como Salvador Dalí, usavam métodos muitos similares aos de Austin Osman Spare, que poderiam muito bem ser considerados mágicos, para realizar sua arte. A visão de Kenneth Grant sobre arte e ocultismo é única e exerce influência até os dias de hoje, talvez presente em uma forma relativamente nova chamada "Arte Visionaria".
Pelo que eu entendi, veja bem, posso estar errada, mas por tudo que li de Grant, é que ele utilizou dos ensinamentos do Kaula Tantra, especificamente de uma linha tendenciosa criada por contemporâneos em torno de 1960 que se autoproclamou Vama Marga (Caminho da Mão Esquerda ou também conhecido por Tantra Negro).
O que me chamou atenção nas obras do Grant, foi exatamente as misturas de culturas, crenças, deuses e deusas, entre outros conhecimentos, e por este motivo minha próxima publicação será seu texto sobre "Tantra da Mão Esquerda e o Culto da Serpente de Fogo".


Anahata

O que é ser um terapeuta Tântrico?

Em meio a tantas informações nos sites de relacionamento, você se depara com muitos absurdos no meio terapêutico, no meio espiritualista e fica pensando, como isso é possível?! Essa foi, talvez, a principal razão de começar a escrever e expor a indignação que as vezes bate em nossa porta de consciência. Abaixo o segundo texto que fiz há 2 anos, ele ainda esta em um formato bem tímido, com poucas linhas, mas logo ganharão empoderamento.
Antes de entrarmos na questão, temos que entender primeiramente que temos os Tântricos, que são pessoas que vivem o Tantra em sua filosofia de vida, mas não necessariamente trabalham com o Tantra. E tem pessoas que são do Tantra, trabalham com o Tantra, estudam o Tantra, pensam que são tântricos, mas pouco sabem de sua filosofia, não incorporam a filosofia em sua própria vida. Na verdade eles estudam o Neo Tantra e eu os chamo de Terapeutas Neo Tântricos.

"O que é ser um terapeuta Tântrico?
Bom, vamos partir do principio que o Tantra é uma filosofia comportamental com características matriarcais, portanto é necessário em primeiro lugar o RESPEITO A MULHER, considerada um ser divino, a mulher é sagrada! O tantra sendo matriarcal promove o uso dos sentidos e é contrário a qualquer manifestação de preconceito ou repressão, portanto NÃO CABE PRECONCEITOS OU REPRESSÕES de qualquer origem vindo deste, principalmente, de um Terapeuta Tântrico. Essencialmente, a prática tem, por objetivo, o desenvolvimento integral do ser humano nos seus aspectos físico, mental e espiritual, nesse sentido, o terapeuta tem como objetivo ser o facilitador para o DESENVOLVIMENTO FÍSICO, MENTAL E ESPIRITUAL. 
O Terapeuta para ser Terapeuta tem que primeiro se curar para depois curar o outro, através das suas próprias experiências conseguirá realizar seu feito. Precisa ter compaixão, aquele amor que transborda e com esse transbordar doa ao outro.
Para tal empreitada, concluímos então, que o Terapeuta Tântrico tem que ter respeito a mulher, não julgar para não ocorrer pré conceitos ou repressões e principalmente ser um Terapeuta transbordante de amor a direcionar para o desenvolvimento físico, mental e espiritual."


Pelo texto vocês já devem ter percebido o absurdo que me deparei com um dito profissional da área, mas tudo bem, vale lembrar que todos somos crianças cósmicas em aprendizado, vamos ter empatia, afinal é a arte de olhar o mundo com os olhos do outro. Ressalto que o Tantra vem sendo enormemente e erroneamente subjugado nesses tempos modernos, a começar pelas casas que dizem trabalhar com Tantra e você vê mulheres que não tem a minima noção do que é Kundalini, é o total desrespeito com o Tantra e com a Mulher, ou ainda homens dito terapeutas que escolhem quem atender, ou ainda casas espiritualistas de Tantra que comportam mais repressões do que a própria sociedade, enfim, é uma empatia infinita.

Anahata


Desenvolvimento Espiritual

Um grande amigo que compartilha sua sabedoria comigo me explicava sobre o Dharma. O Dharma é sua missão de vida, o que veio realizar aqui neste planeta. O primeiro Dharma representa uma missão de vida em comum com todos os seres, a evolução consciencial, a ascensão de consciência, seu desenvolvimento espiritual e assim seu desenvolvimento como ser humano, um desenvolvimento buscando a iluminação. O segundo Dharma representa o que veio realizar neste planeta em segunda esfera, além do seu crescimento espiritual em contato com o divino, há o seu trabalho terreno. Este amigo até hoje insiste em me lembrar: "Descubra o que você gosta de fazer, o que te dá prazer, o que alimenta sua criança interna, esse é o seu Dharma, é o que te fara feliz rumo a sua prosperidade." Então, desde então venho nessa busca, refletindo sobre essa questão me lembrei que quando criança sonhava em ser jornalista e escritora. Cresci e me tornei Psicóloga, em algum momento da vida me esqueci dessa criança e hoje retomo meu sonhar. 
Hoje é a primeira vez que escrevo neste blogger e decidi compartilhar o primeiro pequeno texto de minha autoria publicado no Facebook há cerca de 2 anos, levei 2h para encontra-lo, nessa busca percebi que durante muito tempo compartilhava pensamentos de outros que tinham a mesma conexão com os meus pensamentos e foi através da necessidade de expor esses pensamentos, experiências, ensinamentos aprendidos numa vida de 42 anos, decidi compartilha-los com o mundo. Este é o primeiro texto de muitos que virão.

"Sagrado Feminino, Tantra e Espiritualidade: quais suas similaridades?
No Sagrado Feminino assim como no Tantra a Mulher é sagrada e o desenvolvimento espiritual fazem parte dessas práticas. Como o Tantra mesmo diz, tudo esta ligado como uma Teia.
O desenvolvimento espiritual é um processo para olharmos para dentro de nós, nos livrarmos de crenças e conceitos errados sobre quem somos e sobre o mundo em que vivemos, elevando assim os níveis da nossa consciência e do autoconhecimento. Esse desenvolvimento pode nos trazer a famosa "paz interior", nos compreender e compreender os outros nos deixando mais pacientes e tolerantes, sabendo lidar com perdas e frustrações, aumentando nosso poder interior e o entendimento da nossa essência, de quem somos e por que estamos aqui.
Acredito assim, que todo processo terapêutico está intrinsecamente baseado no desenvolvimento espiritual, físico e mental. É necessário o desenvolvimento simultâneo desses pilares, não cabendo resultado satisfatórios sendo tratados de forma unica e individual."
Anahata