Consulta Psicoespiritual (Taroterápico)

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

o Abismo e seu Cavaleiro


Conta a lenda que um cavaleiro forte, alto e pouco experiente, a quem chamavam Ferrabraz, por motivos de honra virou noivo de uma donzela que nem conhecia. A família exigia que o casamento acontecesse imediatamente, pois em outra coisa não pensava Focaccia, a princesa.

No caminho do castelo de Payan ele encontrou uma linda feiticeira que lhe revelou que a noiva era feia como a necessidade e chata como uma mula empacada. Nela o cavaleiro não acreditou e, assim, a bruxa o lacrou com um tipo de feitiço embutido numa macumba.

De tudo a bruaca o ameaçou; a felicidade ao lado dela lhe prometia, fama, glória e dinheiro na caixinha. Vendo que debalde lançava rogos e pragas, a bela wicca o transformou em sapo sem respeito, de barriga laranja e fios de cabelo grossos como minhocas.

Cansada de esperar o cavaleiro que tardava, Focaccia em abismo se transformou e a engolir toda a maldade, orgulho e tontice do sapo principiou. Lá-lá-lá-ló-lú-lex-lá-lí. E Ferrabraz o Cavaleiro do Abismo se tornou.

resultado da experiência invisível (20 anos sem Raul)

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Em breve os vídeos também

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

o pronto instante


A mulher do brâmane que trazia as frescas águas do riacho entre as mãos numa esfera de cristal, o santo cuja água podia acender lamparinas, o vidente cujo lapso de memória é o sopro divino, o verdadeiro paranóico para quem tudo se organiza em esferas aconchegantes ou ameaçadoras em torno da pulsação central de si próprio, o sonhador cujos jogos de palavras exploram fétidos poços e túneis de antigas verdades, todos eles agem essencialmente em função da relevância da palavra, ou daquilo que a palavra, como um anteparo, está ali para nos proteger. O Verbo é um símbolo e um prazer que suga os homens e as cenas, árvores, plantas, fábricas e chineses. Depois, a Coisa se torna o Verbo e volta a ser a Coisa, viva como a carne da ferida do mendigo, mas deformada e entrelaçada num padrão fantástico.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

SUCESSO - Veja a repercussão da i:i na mídia !

veja a matéria sobre a i:i na Época São Paulo (vejam os bizarros comentários - a polêmica que está dando - comentem também) e a coluna de Arte Cultura de Diego Max elogiando a i:i na REDE TV
(Comntem na coluna também)

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

AVIFLORA & RIZOFAUNA



― Vó, quer ouvir uma história? Eu leio pra você...

― História do quê?

― Do meu livro, é a lenda de Oxum.

― Xum, é?... menina boba que é você Adelaide, quem deixou você ler esses montes de história de catimbó?

― Meu nome é Talita, vó... que que é catimbó?

― Não sou sua avó, menina, pensa que ainda me engana Duda, você estuda comigo no Des Oiseaux...

― Claro que você é minha avó, a senhora é mãe da mamãe. Você está com a memória fraca, a Dinda que me contou...

― Que Dinda, que memória o quê... em vez de ler bestagem, você devia era se agarrar ao catecismo. As crianças de hoje não têm respeito, só falam asneira.

― Vó, pra quê esse espinho? Onde arranjou ele?

― Pára com esse vó, vó, vó, nem te conheço pirralha! Isso aqui é pra matar formiga, uma espetada, assim, e pronto, menos uma pra aporrinhar...

― ...e por quê a senhora não gosta delas?

― Sabe de onde veio o espinho dona perguntadora?, pois bem, arranquei ele do tronco da barriguda que tem lá na praça... não sabe o que é?, pois é uma árvore que protegeu a Sagrada Família quando fugia para o Egito, os soldados estavam perto e Deus mandou ela se abrir pra esconder o Menino Jesus lá dentro. E por isso ela ficou barriguda e cheia de espinhos.

― Muito dez essa história! Só que... a gente não devia atazanar as coitadinhas das formigas, elas não fazem mal ninguém...

― Você que pensa, esses bichos são odientos que nem gente, ruins como aquela coruja que fica lá me olhando o dia todo. Ói lá ela, não sai do meu pé, a sarna...

― Aquela é a Dona Zulmira, mamãe chamou ela pra cuidar da senhora, porque a senhora é velhinha e precisa de ajuda.

― Quanta parvoíce! Sua mãe paga ela é pra cuidar de você, guria, ela sai pra trabalhar, não sai?, então?, eu não preciso de babá nenhuma... onde já se viu?!

― Foi a mamãe que falou...

― A Dinda disse, a mamãe falou... que criança mais quezilenta. Dá nisso: as mulheres agora têm filhos pros outros criarem, o mundo está todo virado mesmo.

― Ih, vó, aquela ali está se mexendo, tadinha, deve estar doendo...

― Dói nada, só dói em quem tem alma.

― Vó, o que é a alma?

― A alma Deus dá pra quem tem compaixão pelos outros, essas formigas aí, mais vermelhas, as grandonas de queixada grande, são umas desalmadas, elas são escravagistas...

― O que é isso?...

― Tenho que explicar tudo, é? A rainha das malvadas entra no formigueiro, mata a rainha das pequenas e esfrega os pedaços da morta no corpo dela e das outras para o cheiro ficar igual, daí o formigueiro todo vira escravo das malandronas para o resto da vida sem saber de nada.

― Elas podem até cheirar igual, mas são bem diferentes... as pequenininhas não vêem que estão sendo enganadas?

― Não, as formigas são quase cegas.

― ... vó, existe gente escravatista?

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

CONVITE 20 ANOS SEM RAUL na IGREJA INVISÍVEL - SÁBADO - 22/08‏ 15hs em Ponto

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mistério da vila - fachada da Igreja Invisível


Desvendando o mistério:
A Igreja Invisível - i:i - é uma organização de caráter religioso, de finalidade não econômica, apartidária, regida pela legislação vigente(...)Para alcançar sua prerrogativa, são desenvolvidas as seguintes atividades:
Desenvolver programas de reeducação emocional e mental;
Ministrar cursos, palestras e workshops voltados à saúde mental e física, a todos os seres humanos.
Realizar encontros comemorativos e celebrativos em datas específicas;
Exibir filmes, peças teatrais, exposições, performances e outros tipos de eventos artísticos relacionados e que atendam às finalidades de nossa instituição

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

DASDOIDA na Fiesp-fundos



obra-de-arte é efêmera, é coisa pra acabar logo. é fazer e acabar, não vai para museu, no museu estão as drogas-de-arte. ferreira gullar (ou ribamar)

sábado, 15 de agosto de 2009

Soninha Francine apoia oficialmente a Confraria Invisível e o Projeto Carrano



















Equipe Invisível Multimeios,

Sucesso com a Soninha, claro, ela é da nossa tchurma, também fez cinema!
Ela nos dá todo o apoio que precisarmos.

Na Pauta:
Confraria do dia 12.09 na Associação dos Amigos da Vila Ipojuca,
Rua Tenelero, 610
e
Confraria do dia 17.10 no Tendal da Lapa
Rua Guaicurús, 1000

Venham todos.

Magia por Invisíveis

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Lógica da abundância

Texto publicado originalmente, na Escola-de-Redes, em 06/02/09.

Uma das coisas mais bacanas das redes sociais distribuídas é a chamada “lógica da abundância”. Dizendo de outra maneira, de uma perspectiva menos estrutural e mais processual: se você não produz artificialmente escassez quando se põe a regular qualquer conflito, produz rede (distribuída); do contrário, produz hierarquia (centralização).

Os problemas que se estabelecem a partir de divergências de opinião são – em grande parte – introduzidos artificialmente pelo modo-de-regulação. Por exemplo, queremos escolher 5 pessoas para uma função qualquer, mas 10 pessoas estão postulando. Problema? Que nada! Basta escolher as 10. Quem disse que teriam que ser apenas 5? Essa determinação está, por acaso, nos “10 Mandamentos”? Isso só será um problema se nos tornarmos escravos dos estatutos e regimentos: sim, em algum lugar foi definido que teriam que ser 5 pessoas, mas e daí? Qual o problema de mudar essa definição?

Ah! Mas é muita gente, não cabe na sala, vai dificultar o processo de decisão... Todas essas são, é óbvio, desculpas esfarrapadas para produzir artificialmente escassez. Não cabe na sala? Arrumamos uma sala maior ou fazemos um rodízio de quem entra e quem fica fora de cada vez. Vai dificultar o processo de decisão? Criamos duas instâncias e redefinimos as responsabilidades pelas funções.

O fato é que somente em estruturas hierárquicas essas coisas são realmente problemas. Porque nessas estruturas o que está em jogo não é a funcionalidade do organismo coletivo e sim o poder de mandar nos outros, quer dizer, a capacidade de exigir obediência ou de comandar e controlar os semelhantes.

Quanto mais distribuída for uma rede, mais a regulação que nela se estabelece pode ser pluriarquica. Uma pessoa propõe uma coisa. Ótimo. Aderirão a essa proposta os que concordarem com ela. E os que não concordarem? Ora, bolas, os que não concordarem não devem aderir. E sempre podem propor outra coisa. Os que concordarem com essa outra coisa aderirão a ela. E assim por diante.

O papel dos administradores das ferramentas de netweaving usadas em uma rede não é o de chefes, nem mesmo o de líderes. Eles devem ser netweavers, não coordenadores. Nem sempre um netweaver é a pessoa mais importante. Tem os hubs. Tem os inovadores. Todos esses papéis são tão os mais importantes em uma rede do que o de netweaver.

Muitas vezes os administradores de sites e grupos em uma plataforma interativa como o Ning ou o Drupal não cumprem nem mesmo o papel de netweavers. São apenas pessoas que tomaram a iniciativa de abrir um site, formar um grupo, colocar um tema em discussão em um fórum ou marcar um evento. Quem deve aderir a essas iniciativas? Quem quiser. E quem não quiser? Quem achar que não é bem assim, que poderia ser melhor “um pouquinho”, que o desenho não está adequado, que a proposta está equivocada etc., pode sempre dizer isso para as pessoas que tomaram a iniciativa. E se não adiantar, se essas pessoas insistirem em manter o que propuseram? Ora, nesse caso, também não deveria haver o menor problema. Quem não está totalmente satisfeito ou confortável com o que foi proposto, pode propor outra coisa.

Vamos pegar o nosso próprio exemplo, o da Escola-de-Redes. Aqui nunca se admite a votação como método de regular majoritariamente qualquer dilema da ação coletiva. E quando há discordâncias de opiniões, como fazemos? Ora, não fazemos nada! Por que deveríamos fazer alguma coisa? Viva a diversidade!

Se você estabelece alguma coisa a partir da votação, cai numa armadilha centralizadora ou hierarquizante. Produz “de graça” escassez onde não havia.

Vamos imaginar, por hipótese, que exista alguém que não esteja muito contente com a maneira como o administrador de algum grupo ou do próprio site da Escola-de-Redes está conduzindo a coisa. O que essa pessoa pode fazer, além de externar sua opinião e colocá-la em debate?

Ora, no limite, essa pessoa descontente pode abrir um novo site aqui no NING (é fácil e gratuito) e chamá-lo de Escola de Redes (acrescentando, por motivos técnicos – para satisfazer exigências do sistema, se não quiser lançar mão de outro – um diferencial designativo qualquer, como ‘Escola de Redes 2’, ou Escola de Redes B’). Ela tem toda a liberdade – e legitimidade – para fazê-lo. Se mantiver os objetivos (investigação sobre redes sociais) e os requisitos organizacionais da escola (topologia distribuída), não será outra coisa, senão a Escola de Redes. E quem vai aderir? Quem quiser.

A rigor, cada nodo já é uma outra-e-mesma escola. Cada nodo pode, se assim desejar, abrir seu próprio site no NING (ou em outra plataforma interativa qualquer) ao invés de figurar como um grupo aqui.

Considerando, porém, a aceitação geral desta Escola-de-Redes e o seu nível de atividade (relativamente alto em vista do pouco tempo de existência), tudo indica que ainda é melhor ficar por aqui. Um dia, entretanto, pode não ser. Mas o mundo não vai cair por causa disso.

A Escola de Redes não é uma organização se expandindo e sim uma idéia se disseminando. Como a vida – na bela imagem de Lynn Margulis – ela não se apossa do globo pelo combate e sim pela formação de redes. No plural.

Foi pensando nisso que escrevi, no segundo semestre do ano passado, o texto “Articule você também uma escola de redes”.

Estruturas hierárquicas criam carências




Segue Augusto de Franco - O trabalho em redes abertas, horizontais, sem centro, aglutinações por comunidade de interesses...

Não imagino que devamos organizar qualquer novo tipo de “religião laica”, de instituição filosófica baseada em princípios ou valores, como parece estar em voga nos dias que correm. Nada de princípios e valores definidos top down, nem mesmo os chamados princípios de sustentabilidade (tão em moda na atualidade). Nada de divulgar princípios e valores para fazer a cabeça dos outros, para educar os semelhantes ou guiá-los por alguma senda. Nada de possuir a “proposta correta” ou a “ideologia verdadeira” para alcançar qualquer tipo de utopia, seja ela o império milenar dos seres superiores ou escolhidos, o reino da liberdade e da abundância para todos, para redimir a humanidade ou parte dela ou para salvar de algum modo a espécie humana ou o planeta. Quem quer afirmar princípios e valores deve vivê-los na prática da sua experiência social. Já foi o tempo dos proselitismos de qualquer natureza.

Se nos dedicamos à pesquisa e à experiência com redes sociais, temos que tentar nos organizar e trabalhar em rede. Para mim, isso basta.

Não é trivial assumir as conseqüências dessa opção pessoal. Significa banir da “wikipedia memética” aquele conjunto de programas verticalizadores (que fica lá arquivado no subsolo da nossa consciência gerando pulsões de morte: de obstruir, separar, excluir) que infundem virtudes autocráticas, ainda muito valorizadas em alguns meios, como ordem, hierarquia, disciplina, obediência, controle, vigilância (ou patrulha) e punição e fidelidade impostas de cima para baixo. Por incrível que pareça, algumas empresas inovadoras — que não têm vergonha de assumir que o lucro é uma obrigação (não um objetivo) — estão conseguindo se desvencilhar dessa herança cultural autoritária com mais facilidade do que as organizações sem fins lucrativos (ditas progressistas e democráticas) da sociedade civil.

A Escola-de-Redes, no que depender de mim, nunca será um grupo com um propósito que não possa ser público e compartilhado por todos os que dela participam. Já faz muito tempo que não organizo nem me agrego a grupos, patotas, igrejinhas, conventículos que adotam dois programas — um para dentro e outro para fora — e, assim, pensam sua atuação no mundo de forma tática, procurando cativar pessoas ou captar sua confiança, “fazer amigos”, usar a diplomacia para atingir seus objetivos. Depois de muitos anos de batalhas infrutíferas e de algum sofrimento, cheguei à conclusão de que esse tipo de atuação não é, vamos dizer assim (e não apenas porque sustentabilidade seja o tema da hora), eticamente sustentável, pois que leva necessariamente à utilização das pessoas como instrumentos, manipulando-as em prol de desideratos que elas não tiveram a chance de compartilhar.

Não temos nem que ganhar as pessoas para a nossa causa, nem de usá-las como escadas para a realização de nossos objetivos. Para quê? Isso é uma ilusão egóica: não vamos mesmo a lugar nenhum sem os outros. Por isso, imagino que devamos sempre estimular a diversidade de opiniões, de visões, de pontos de vista. O objetivo coletivo deve ser a polinização mútua de idéias e comportamentos. Somente assim será possível permanecermos abertos à mudança das nossas próprias opiniões, visões e pontos de vista e atitudes.

Nossa turma visita ASSAVI - Projeto Carrano da i:i






Estudando possibilidades para a V Confraria Invisível