recebido o tiro perdido:
estava invisível, retido no interior do projétil
Consulta Psicoespiritual (Taroterápico)
Navegue pela Invisibilidade
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
domingo, 23 de novembro de 2008
TVENDOPASSAR
mim
caminhando na multidão
por um breve instante
uma mulher
reflete o odor da vitrine
painel sinestésico, êxtase
mediascape
todas as histórias
já foram vividas
cada um destes lugares
visitados
por todos
aqui só há signos
ultra-violência
mais-que-realidade
vida por procuração
(pain by proxy?)
ou reciclagem permanente
FIQUEI ASSIM
DEPOIS DE
W. BENJAMIN
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
a moeda nº1 (sobre perdas, desvios, coleções e perdição)
Tio Patinhas ganhou uma moeda, primeiro fruto do seu trabalho, quando ainda era criança. Guardou-a. Estamos autorizados a pensar que sentiu uma felicidade indescritível e que tirou a moedinha de circulação como forma de conservar a memória daquela sensação. O tostão como ponto inicial do milhão ― e tudo poderia ser apenas uma parábola edificante acerca da acumulação capitalista.
Acontece que o óbolo do jovem Patinhas ganhou também uma natureza segunda, mágica, supersticiosa mesmo, transcendendo sua função de troca e adquirindo valor cultual. O objeto corriqueiro sofreu, assim, um extravio do seu lugar original, uma espécie de envelopamento o tomou: o invólucro do fetiche, o desvio-desvão da palavra.
Patinhas também se transforma, deixa de ser jornaleiro, vira jornalista e, depois, dono do jornal A Patada. À primeira moeda seguiram-se muitas outras; Patinhas ficou rico, milionário, mais que isso: quaquilionário. Mas isto não o livra de se tornar inseguro ante a possibilidade (bem real) de perdê-la para competidores invejosos.
Tio Patinhas é como o Fausto da 2ª parte do poema de Goethe: quanto mais se expande e desenvolve seu império, mais infeliz se torna; paradoxalmente, na medida em que acumula, perde. Ora, se Patinhas/Fausto ganha mais e mais daquilo que os outros valorizam ― dinheiro, poder, fama ― em que nível se dá a perda? Sentimos aqui a força de uma vontade titânica querendo ir além do Augenblicke, o piscar de olhos que é uma vida humana; capturar o instante que passa.
Assim também o Cidadão Kane de Orson Welles, pois Patinhas/ Fausto também é Charles Foster Kane ― como todos nós, aliás ―, já que todo o sortilégio de seu gênio, toda a operosidade e esforço que empregam, não são suficientes para trazer de volta o que o tempo levou. E é na busca do trenó-fetiche, que perdeu junto com a infância, que o atormentado Kane se lança; também ele constrói um império midiático e se entrega com fúria ao colecionismo: compra empresas, objetos de arte (estátuas principalmente), pessoas...
Porém, Kane/Fausto/Patinhas acaba(m) descobrindo seu limite: Kane não pode comprar o talento que a sua amada não tem e Fausto não pode ser imortal. E Patinhas? Tio Patinhas, que junta moedas em sua caixa-forte como Casanova contabiliza amantes, não pode ter todo o dinheiro do mundo, pelo simples motivo que este, se não circular, não existe.
O triunfo-fracasso de Patinhas não deixa de suscitar a emulação (e a inveja, portanto), tanto nas hostes do Bem como nas do Mal. O sobrinho-looser Donald tenta a carreira de jornalista, mas não ascende como o tio; o sobrinho-sortudo Gastão tem sorte, mas não chega a entesourar fortuna como o miliardário. Do lado do Mal, os Irmãos Metralhas não cessam de tentar arrombar a residência-cofre e a Maga Patalógica de cobiçar seu amuleto de poder. Cada um deles, à sua maneira, falha.
O que aconteceria se em Patópolis uma inédita crise financeira drenasse todo o dinheiro para a casa-caixa do ricaço avarento? Seria de se supor que, inteirada a série que começa na moeda nº 1 e afastada a ameaça representada pela ciumeira de dentro e de fora da família pato (lembremos que os metralhas são cachorros), Patinhas finalmente encontrasse a paz.
Talvez não. Seja em Patópolis, Manhattan ou Garanhuns, o desejo, perdido o paraíso da completude narcísica, desliza continuamente de objeto a objeto, da mesma forma que, na linguagem, o sentido se desloca numa cadeia de significantes cujo início está interdito e cujo fim não se avista. Nem todas as moedas do mundo restituiriam ao tio Patinhas a magia do instante inaugural.
os objetos agem
Se alguém numa madrugada tocasse
feridas recém-abertas
ou dissesse que estou preso a uma esfera
que nunca se rompe
nenhum poder se iguala àquilo:
um pássaro
durante seu vôo e a curva de uma pedra
arremessada
têm arabescos fluidos, redes disformes, riscos discordantes
balanço
o zumbido dos insetos transforma a duração
a dor
ocupa todo o pensamento, tudo
se move
de grau em grau
imaginariamente
Compreender aquilo a que estamos fadados significa estarmos conscientes de que isso é diferente de nosso destino.
Para operar no mundo
é preciso entender
como o mundo opera
manifesto autista
Vivemos uma época em que nos encontramos cada vez mais fechados em si mesmo e há um fracasso em desenvolver relacionamentos com o outro. É o autismo social. Nossa música fala disso. Desse voltar-se para dentro não para a descoberta mas sim pelo medo do contato. Criamos máscaras e a repressão da catarse que o sistema impõe faz com que cada vez nos tornemos mais automatos.
O autista apresenta uma ausência de tentativas espontâneas de compartilhar prazer, interesses ou realizações com outras pessoas (por exemplo, não mostrar, trazer ou apontar objetos de interesse) - e imitamos com nosso som a sociedade contemporãnea autista.
Em músicas como "Vou morar num lugar muito Zen" isso bem claro. O gaguejar é a nossa incapacidade de comunicação. E músicas como "Caixinha de Hachi" e "A pequena japonesa" apresentamos nossa tentativa de trazer as mentes à catarze... ou purgação das emoções... Algumas críticas a respeito de nosso estilo fazem referêncio ao sentido sem sentido de algumas letras... que é obviamente proposital... cansados de tantas elocubrações vãs que a atual música popular propõe.
Em algumas literaturas à respeito do autismo há uma ausência ou atraso total de desenvolvimento da linguagem falada (não acompanhado por uma tentativa de compensar por meio de modos alternativos de comunicação, tais como gestos ou mímica) -gostamos de imitar esta atitude social.
O nosso autismo é uma postura social contra cultural.
O autista apresenta uma ausência de tentativas espontâneas de compartilhar prazer, interesses ou realizações com outras pessoas (por exemplo, não mostrar, trazer ou apontar objetos de interesse) - e imitamos com nosso som a sociedade contemporãnea autista.
Em músicas como "Vou morar num lugar muito Zen" isso bem claro. O gaguejar é a nossa incapacidade de comunicação. E músicas como "Caixinha de Hachi" e "A pequena japonesa" apresentamos nossa tentativa de trazer as mentes à catarze... ou purgação das emoções... Algumas críticas a respeito de nosso estilo fazem referêncio ao sentido sem sentido de algumas letras... que é obviamente proposital... cansados de tantas elocubrações vãs que a atual música popular propõe.
Em algumas literaturas à respeito do autismo há uma ausência ou atraso total de desenvolvimento da linguagem falada (não acompanhado por uma tentativa de compensar por meio de modos alternativos de comunicação, tais como gestos ou mímica) -gostamos de imitar esta atitude social.
O nosso autismo é uma postura social contra cultural.
vídeo autista dois
http://www.fiztv.com.br/f/v/18618
sobre música autista e vídeo autista 1:
http://br.geocities.com/apequenajaponesa/musica_autista.html
sobre música autista e vídeo autista 1:
http://br.geocities.com/apequenajaponesa/musica_autista.html
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
sábado, 15 de novembro de 2008
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
de onde veio a LIBERDADE?

A liberdade nasceu com a magia, a poesia e o excedente de produção.
A cultura é o que dá forma e problematiza a vida comum de um povo.
Toda sociedade, portanto, deve perpetuar e se defender das criações de sua própria cultura.
Artistas ― dançarinos, artesãos, contadores de histórias, inventores, profetas ― não criam realidades sociais e, sim, possibilidades de existência.
Artistas não criam objetos, artistas criam por meio de objetos.
A criação não conclui o mundo, ela engendra mundos.
Por isso a cultura nunca estabelece um catálogo completo das atividades válidas para a sua construção.
Museus não foram feitos para levar a arte até às pessoas, mas para manter as pessoas longe da arte.
Sociedades vivem dentro de fronteiras definidas, a cultura move-se continuamente para fora delas.
Não se pode olhar para o horizonte porque ele é somente o limite daquilo que a visão alcança.
O horizonte não contém nada em si, apenas se abre para além das nossas limitações.
Nunca alcançamos o horizonte: deslocar-se em direção a ele é simplesmente descobrir novos horizontes.
Estar em um lugar significa tornar absolutos o número, o espaço e o tempo.
Ninguém sabe para onde vão os nômades.
domingo, 9 de novembro de 2008
DISSIMILITUDO
no calendário
há os dias pretos e os dias vermelhos
em vermelho são as festas e feriados, nacionais e internacionais, como o Primeiro de Maio
os dias em preto são quase todos
os dias
a história acontece em dias pretos
mas é lembrada nos dias vermelhos
tive pena do cão magro na rua
vivi um romance no cruzar de olhares
dentro do elevador
com isso os dias pretos ficam pretos
sem compaixão, sem amor
recordar
é fazer passar de novo pelo coração
precisamos celebrar sem dia especial
qualquer micro-explosão do ser
realçar os pequenos momentos afetivos
amputar a seqüência neurótica que repete
gastos fantasmas
comemorar
(lembrar junto)
re-produzir memórias íntimas, compartidas
e então abandono a idéia de tempo como sucessão
de eventos
e já não sei mais que dias são pretos ou vermelhos
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
no turno da noite - em nossas veias acende-se um raio de luz

Libertei o sonho onde durmo, onde
nos teus olhos ilíricos
o nascimento e a morte acumulam
seu contágio
Superfície de encantos esquecidos
logo que descobertos
felicidade dos pequenos mundos
que há em almoxarifados e quartos de despejo
não separei nada:
luz, calor, dobras da ausência
ou a boca que sobe para a sua verdade
nem a agulha, forte como uma espada,
corri para a noite em que nos unimos
a noite arreganhada-agônica
numa luta suave e louca
a noite que humilha
a noite que cava desesperos
e solidão
e futuro
e o sol batendo à porta
fechando as asas
fluindo a carne doce da primavera
a nossa luz sustenta o vazio (que sustenta o desejo)
que sustenta a liberdade que o amor sustenta
A FÉ E O HOMEM PÓS-MODERNO (SOCIEDADE, COMUNICAÇÃO E FAMÍLIA)
Caros leitores visíveis ou invisíveis, aqui trechos do nosso próximo livro denominado de “Tese Invisível”, que também servirá como Tese de Doutorado em Teologia, lembrando que este livro é aberto a todos, sejam os leitores vivos ou mortos. Não se arrepiem, mais estas letras podem ser visualizadas por sujeitos que não estão no mesmo plano que o seu. É um guia completo para qualquer indivíduo do nascimento à pós-morte.
A seguir trecho do sub-capítulo 2.2 Sociedade, Comunicação e Família pertencente ao capítulo 2. A Fé e o Homem Pós-Moderno.
A seguir trecho do sub-capítulo 2.2 Sociedade, Comunicação e Família pertencente ao capítulo 2. A Fé e o Homem Pós-Moderno.

Atualmente notamos que a sociedade como um todo vem se degradando, cada vez mais as pessoa pensam individualmente e não no coletivo. Percebemos um cada um por si e nenhum por todos, desta forma, quando alguém pensa por todos acaba sendo prejudicado.
A família que era antes unida vive hoje em pé de guerra por causa de uma herança ou divergências pessoais. A comunidade ativa anteriormente, onde todos participavam e se conheciam, hoje seus membros mal se conhecem. Existem vizinhos de muro que nunca cumprimentam-se ou mal cumprimentaram-se, em condomínios isso fica ainda pior, pessoas cada vez mais individualistas, que se incomodam em dividir um espaço de convivência ou até mesmo o elevador.
As comunidades virtuais ganharam espaço extraordinário em pouco tempo, desde a invenção da internet até agora foi uma reação imediata, as pessoas deixaram de se aglomerar fisicamente para entrosarem-se na rede da internet, não apenas pela facilidade de encontrar alguém do passado como exclui a necessidade do encontro presencial. O homem pós-moderno não precisa se preparar para ir à rua, o tempo do preparo para você encarar a “Webcam” com o tempo de você dar a cara na rua, não tem nem comparação é muito mais rápido.
A família que era antes unida vive hoje em pé de guerra por causa de uma herança ou divergências pessoais. A comunidade ativa anteriormente, onde todos participavam e se conheciam, hoje seus membros mal se conhecem. Existem vizinhos de muro que nunca cumprimentam-se ou mal cumprimentaram-se, em condomínios isso fica ainda pior, pessoas cada vez mais individualistas, que se incomodam em dividir um espaço de convivência ou até mesmo o elevador.
As comunidades virtuais ganharam espaço extraordinário em pouco tempo, desde a invenção da internet até agora foi uma reação imediata, as pessoas deixaram de se aglomerar fisicamente para entrosarem-se na rede da internet, não apenas pela facilidade de encontrar alguém do passado como exclui a necessidade do encontro presencial. O homem pós-moderno não precisa se preparar para ir à rua, o tempo do preparo para você encarar a “Webcam” com o tempo de você dar a cara na rua, não tem nem comparação é muito mais rápido.
Hoje existem pessoas que vivem reclusas do presencial: namoram, relacionam-se, trabalham, fazem novas amizades e tem contato com os familiares, tudo por computador. Resultado? Não saem de casa mais pra nada!
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
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